Gustl Rosenkranz
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Roupa feia não presta para dormir!

Você provavelmente já disse ou pelo menos escutou alguém dizer: “Esta roupa é muito feia, vou usar só para dormir!”. Parece algo inofensivo, mas por trás disso pode haver uma falta de amor e respeito por si mesmo.

Você provavelmente já disse ou pelo menos escutou alguém dizer: “Esta roupa é muito feia, vou usar só para dormir!”. Parece algo inofensivo, mas por trás disso pode haver uma falta de amor e respeito por si mesmo.

Roupa de dormir e roupa íntima são roupas que normalmente são vistas por nós mesmos e pelas pessoas mais próximas. Quem então se preocupa com a roupa que veste de dia, por cima, a roupa que todo mundo vê, mas não se preocupa com o que usa em sua intimidade deixa claro que se preocupa mais com a aparência do que com o próprio bem-estar.

Imagine aquela camisa velha, que você adora, mas que já está muito desbotada ou mesmo furada. Você então, ao invés de jogá-la fora, resolve usá-la para dormir. Isso é bom, pois você optou por “uma camisa de dormir” por gostar, você a segurou por lhe fazer bem, mudando somente sua função. Mas quando se faz isso com uma camisa por achá-la feia e indigna de ser vestida durante o dia, isso mostra que há algo de errado em sua relação com você mesmo.

Lembro-me de meu filho na adolescência, no auge de sua vaidade púbere. Ele ficava uma eternidade no banheiro cuidando dos cabelos e só queria vestir roupa “bonita” quando ia para a escola ou encontrar os amigos. Um dia, ele saiu do banheiro só de cueca e vi que ela estava rasgada. Além do mais, ele a tinha vestido pelo avesso – meu filho sempre foi um pouco distraído! Chamei-o e perguntei por que ele não vestia outra cueca, já que aquela estava muito feia. A resposta não me agradou: “Ah pai, a cueca só quem vê sou eu mesmo. Então não importa!”. Achei isso uma contradição diante da enorme vaidade que o acometia na época. Chamei-o para conversar e disse-lhe que precisava corrigir essa postura, pois ele deveria sempre tentar agradar primeiro a si mesmo e se preocupar menos com os outros. Roupa íntima (ou de dormir) mostra o zelo com o próprio corpo. Por sorte, ele entendeu e foi aos poucos transformando sua vaidade em mais carinho por si mesmo, dando mais importância ao que “só ele via”.

Acho que não é uma postura nada saudável passar um tempo enorme na frente do espelho, se arrumando e se empetecando para os outros, mas sair de casa então com uma cueca ou calcinha furada, ou passar o dia em terno e gravata, com sapato alto, com roupa de moda cara, mas ir para a cama, em um momento muito íntimo, sozinho ou acompanhado, vestido com algo que não gosta.

Agradar em primeiro lugar a si mesmo é muito importante, mesmo porque uma pessoa satisfeita em seu corpo (e em sua roupa!) e em paz consigo mesma termina agradando aos outros também, independente-mente da aparência. Penso que é uma questão de amor próprio e respeito por si mesmo.

Foto: Daniela Viana

Gustl Rosenkranz

Escrevo sem luvas porque tocar é importante.

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