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Quer ajuda? Não, obrigado.

Cotidiano

Quer ajuda? Não, obrigado.

Muito obrigado, mas não precisa.

– Quer ajuda?

– Muito obrigado, mas não precisa.

– Ah, não é questão de precisar, é que lhe ajudaria com o maior prazer!

– Certo, novamente obrigado. Muito atencioso de sua parte, mas não precisa mesmo.

– Tem certeza?

– Tenho. Obrigado.

– É por orgulho?

– Não, é que não precisa. E, se não precisa, para que incomodar?

– Iiiiiiirmão, qué isso? Não incomoda nadinha de nada! Já disse: lhe ajudo com o maior prazer. Afinal, amigo é pra essas coisas, não é mesmo?

– Mas nós mal nos conhecemos!

– Tá vendo? Olha o tamanho da generosidade desse cara aqui: oferecendo ajuda de grande amigo a quem mal conhece! E você fica aí com essa cerimônia, recusando minha ajuda por vergonha…

– Mas não é por vergonha. É como já disse, não precisa mesmo.

– Tem certeza?

– Tenho.

– Certeza absoluta?

– Absoluta!

– E se eu for embora e você precisar de alguém para lhe ajudar?

– Não se preocupe. Vá tranquilo. Se precisar, chamo alguém lá de casa.

– Ah, então é isso?

– Isso o que?

– Ajuda de “alguém lá de casa” presta, mas a minha não presta? Eu lhe oferecendo ajuda e você me discriminando dessa maneira?

– Hein?

– Mas é assim mesmo. Ligo não. Mas sabe o que? Não estou mais disposto a lhe ajudar e nem adianta insistir. Eu é que não vou gastar meu tempo precioso para ajudar gente que se acha superior e vem para cá para cima de mim assim cheia de meritocracia. Se vire sozinho, pois não vou ajudar! Vou é embora!

– De acordo. Até logo!

– Até logo coisa nenhuma! Até nunca mais, seu egoísta metido a besta!

– ???

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O autor:

Apaixonado por palavras, viciado em escrever, fazendo uso das liberdades mais essenciais que temos: a liberdade de sentir e a liberdade de pensar. Escrevo sobre o que passa por minha cabeça, sobre coisas que vejo, escuto e vivencio diariamente, enfim, escrevo sobre a vida e suas facetas, sobre o mundo e suas entranhas e sobre o ser humano, com seus sonhos, medos e esperanças. Escrevo sem “luvas”, tocando no assunto, pouco preocupado em agradar, querendo mais é mexer com o leitor, de forma clara, suavemente subversiva, mas sempre carinhosa e profunda.

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