Blog de Gustl Rosenkranz

O gato dramático

O gato dramático

Sinceramente, gosto de gatos. Mas tem horas que os acho simplesmente histéricos, paranoicos, desconfiados em excesso, extremamente dramáticos e cheios de mania de perseguição.

Estava na rua com Don Juan, meu cachorro. Ele estava parado em um canto, cheirando alguma daquelas coisas que só cachorro consegue cheirar, quando apareceu um gato cruzando o caminho. Depois de alguns passos, o gato viu meu cachorro a vários metros de distância, parou e se arrepiou todo, ficando ali, pronto para atacar, se necessário.

Don Juan, que não é caçador, olhou para o gato com cara de quem não entendeu o drama e depois o ignorou, prosseguindo com o que estava fazendo.

O gato ficou parado ali ainda por um tempo, arrepiado, depois saiu caminhando na ponta das patas, deu um grito após uns três ou quatro passos e saiu correndo, tentando passar por uma cerca viva. Ele se embaraçou todo por lá, ficando preso, gritou mais ainda, fazendo um escândalo sem fim, depois se soltou e desapareceu para trás da cerca. 

Enquanto isso ocorria, Don Juan levantou a vista mais uma vez, fez novamente a cara de quem não entendia todo aquele exagero e voltou a inspecionar o terreno com o focinho, não dando qualquer importância àquele gato escandaloso.

Sinceramente, gosto de gatos. Mas tem horas que os acho simplesmente histéricos, paranoicos, desconfiados em excesso, extremamente dramáticos e cheios de mania de perseguição.

Vendo toda aquela cena, entendi seu egocentrismo, que o fez achar que, se havia um cachorro no pedaço, esse cachorro estaria obrigatoriamente interessado na presença dele. Como Don Juan o ignorou, ele fez todo aquele teatro assim mesmo e deve estar agora contando para seus amigos felinos sua aventura e como ele escapou por pouco de ser devorado por uma fera canina. 

Confesso que tudo isso me faz pensar em certas pessoas que observo por aí 😉

Gustl Rosenkranz

Siga-me no Facebook:

Escreva um comentário