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Não se chateie quando um chato lhe encher o saco!

Comportamento

Não se chateie quando um chato lhe encher o saco!

Pessoas chatas têm a importantíssima função de calibrar nossa paciência.

Há muito tempo, ainda bem no início da Criação, quando os humanos nem estavam totalmente prontos, Deus percebeu que erámos muito impacientes, o que não lhe agradou. Na tentativa de mudar isso, ele colocou um saco da paciência dentro de cada um e avisou que cada saco teria um tamanho diferente e que ele explodiria quando estivesse cheio.

O problema é que as pessoas começaram a pirar. Como ninguém sabia o tamanho do próprio saco, todo mundo acreditava que seu saco já poderia explodir assim que entrava alguma coisa nele. Todos temiam já estar de saco cheio e isso causou um pânico geral.

Preocupado, Deus chamou os anjos que o auxiliavam e pediu para que, juntos, tentassem buscar uma solução. Ele queria especialmente a opinião do anjo-engenheiro de comportamento e esse explicou que o problema é que as pessoas precisariam calibrar o próprio saco da paciência e, assim, aprender a lidar com ele sem esse medo dele explodir a qualquer momento.

<<Mas calibrar como?>>, perguntou-lhe Deus.

<<Temos que treiná-los de alguma forma>>, respondeu o anjo-engenheiro.

<<Nada mais fácil que isso! Já tenho uma ideia!>>, disse Deus, indo em seguida para sua planilha e rabiscando umas coisas.

Voltou-se depois para a equipe de anjos e apresentou sua mais nova criação: um ser humano com cara de piolho maçante, capaz de torrar a paciência de qualquer um. Pronto, assim nasceu o chato, com a função de testar nossa paciência e nos ensinar a lidar direitinho com as chatices da vida.

Portanto, não se chateie quando um chato encher seu saco. Seja é grato, pois ele, na verdade, cruzou seu caminho para lhe ajudar a calibrar seu saco para que você saiba quanta paciência cabe nele e quando é o momento de esvaziá-lo, antes que ele encha demais e exploda.

Veja então quem são os chatos em sua vida, procure-os, dê-lhes um abraço bem apertado e agradeça a eles por essa função tão importante que têm de calibrar nossa paciência 😉

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O autor:

Apaixonado por palavras, viciado em escrever, fazendo uso das liberdades mais essenciais que temos: a liberdade de sentir e a liberdade de pensar. Escrevo sobre o que passa por minha cabeça, sobre coisas que vejo, escuto e vivencio diariamente, enfim, escrevo sobre a vida e suas facetas, sobre o mundo e suas entranhas e sobre o ser humano, com seus sonhos, medos e esperanças. Escrevo sem “luvas”, tocando no assunto, pouco preocupado em agradar, querendo mais é mexer com o leitor, de forma clara, suavemente subversiva, mas sempre carinhosa e profunda.

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