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Está cientificamente comprovado: a ciência também se engana

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Está cientificamente comprovado: a ciência também se engana

Qualquer um que suponha conhecer a única verdade válida erra porque raramente existe uma única verdade e toda verdade pode estar certa hoje e perder seu efeito amanhã. Cientificamente comprovado não quer dizer que seja verdade absoluta.

Aprendi na escola que nosso sistema solar teria 9 planetas. E não havia qualquer dúvida disso: era cientificamente comprovado. Hoje se sabe que Plutão não é planeta e que nosso sistema solar tem, portanto, 8 planetas.

Ora, mas a ciência não tinha certeza que eram nove?

É exatamente essa “certeza científica” que devemos ver de forma crítica. Sempre. Pois o que a ciência defende hoje como verdade incontestável pode ser derrubado amanhã por ela mesma. Exemplos não faltam de como cientistas vivem corrigindo o que dizem outros cientistas. Sempre digo que o maior “inimigo” da ciência é a própria ciência.

Diante disso, não faz qualquer sentido sair por aí dizendo que algo é absolutamente verdadeiro porque é dito pela ciência e muito menos sentido faz acreditar que a “verdade científica” é a única válida.

De forma alguma, quero desmerecer a ciência, já que devemos muito a ela. O que critico são pessoas que usam a ciência (como outros usam o fanatismo religioso ou ideológico) para supor conhecer a verdade, a verdade absoluta, a única que vale.

Antes que protestem: não digo que se basear na ciência seja a mesma coisa que se basear em fanatismo religioso ou ideológico, não é isso. A semelhança está na forma de argumentar: “É assim e ponto final! Não se fala mais nisso!” E aqui tanto faz qual é argumentação (científica, religiosa, ideológica), qualquer um que suponha conhecer a única verdade válida erra porque raramente existe uma única verdade e, como dito de início, toda verdade pode estar certa hoje e perder seu efeito amanhã.

Então, não me venha argumentar que o que você diz é e tem que ser verdade só porque você leu em algum lugar que foi comprovado cientificamente. Isso pode até ser uma referência, mas não transforma nenhuma afirmação em verdade verdadeira e em único argumento válido.

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O autor:

Apaixonado por palavras, viciado em escrever, fazendo uso das liberdades mais essenciais que temos: a liberdade de sentir e a liberdade de pensar. Escrevo sobre o que passa por minha cabeça, sobre coisas que vejo, escuto e vivencio diariamente, enfim, escrevo sobre a vida e suas facetas, sobre o mundo e suas entranhas e sobre o ser humano, com seus sonhos, medos e esperanças. Escrevo sem “luvas”, tocando no assunto, pouco preocupado em agradar, querendo mais é mexer com o leitor, de forma clara, suavemente subversiva, mas sempre carinhosa e profunda.

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