O poder e o peso da clareza

O poder e o peso da clareza

Por que as pessoas fogem da clareza e do que é óbvio? Porque a clareza nos torna seres mais independentes, autárquicos, críticos e plenos, mas, ao mesmo tempo, é pesada, já que ter clareza significa perder a ilusão, ver a vida e o mundo como realmente são, faz com que deixemos (pelo menos um pouco) de ser “animais de rebanho” e, ao invés de seguir os outros, simplesmente começamos a questionar o caminho, o que nos traz problemas de convivência com os demais, pois muda nossa mentalidade, fazendo-nos refletir sobre nossas relações, sobre nossas necessidades, sobre nossos sonhos e ideais e “complicando” nossa vida, já que ela (a clareza) faz com que determinados modelos sejam indagados e mesmos rejeitados, derrubando literalmente certas convenções, muitas vezes sem que já haja uma nova convicção, ou seja, com o aumento da clareza, nos despedimos de algo antigo, que já carregamos conosco talvez por uma vida inteira, sem que saibamos ainda o que nascerá no lugar disso. E isso mete medo!

É bom se decepcionar!

É bom se decepcionar!

Sobre a decepção, a dor que ela causa e seu efeito libertador.

Cadê meu presente? – Se foi para o exterior, então agora é rico!

Cadê meu presente? – Se foi para o exterior, então agora é rico!

Quem já emigrou conhece, quem ainda vai emigrar vai conhecer: muitos dos que ficam no Brasil acreditam que um emigrante fica automaticamente (e facilmente!) rico ao deixar sua terra natal, principalmente se ele vai para os EUA ou para a Europa.

É polvilho! Brasileiros no exterior e a síndrome do pão de queijo

É polvilho! Brasileiros no exterior e a síndrome do pão de queijo

Ao sair do Brasil para viver em outro país, você fica no início encantado com as novidades, começa a experimentar tudo, comendo ou pelo menos provando o que vê pela frente, gostando de umas coisas, detestando outras. E é só uma questão de tempo até que você seja acometido por um mal que chamo “SÍNDROME DO PÃO DE QUEIJO”, que é uma forte saudade da comida brasileira…

Vida de emigrante: quando a crise chega e o coração aperta...

Vida de emigrante: quando a crise chega e o coração aperta…

A mudança de país é algo marcante na vida de qualquer pessoa. Sair de sua terra natal para viver em outro canto do mundo é, com certeza, uma experiência enriquecedora, que faz com que se abra mais a mente, ampliando nossa visão do mundo. Mas isso não significa que tal decisão traga somente consequências positivas. Principalmente, mas não somente, quando a cultura local é muito diferente, quando não se fala o idioma do lugar, quando o clima atinge extremos até então desconhecidos por nós e quando damos tal passo sem uma devida preparação, a emigração tem também um lado duro, que pode abalar muito o migrante, não somente no que diz respeito a problemas cotidianos, mas mexendo também com seus sentimentos, seu espírito e até mesmo sua maneira de ser. A pessoa pode se sentir extremamente perdida e deprimida, com a sensação de ser um “peixe fora d’água”, podendo fazer com que largue tudo e termine voltando para o Brasil.

Quando o reboco começa a cair…

Quando o reboco começa a cair…

Você foi construindo, colocando coisas, sem nunca verificar se o fundamento, depois de tanto tempo, ainda dá conta do peso acumulado. E a estrutura abalada não segura mais a casa e muito menos a fachada, fazendo com que o reboco caia.